sábado, 14 de maio de 2011

Calafrio - Maggie Stiefvater

Sinopse: Quando chega o inverno, Grace é atraída pela presença familiar dos lobos que vivem no bosque atrás de sua casa. Ela espera ansiosamente pelo frio desde que fitou pela primeira vez os profundos olhos amarelos de um dos lobos e sobreviveu ao ataque de uma alcatéia. Tudo o que Sam (O lobo de olhos amarelos) deseja é que Grace o reconheça em sua forma humana, e para isso bastaria que trocassem um único olhar. Mas o tempo de Sam está acabando. Ele não sabe até quando manterá a dupla aparência e quando se tornará um lobo para sempre. Enquanto buscam uma maneira para torná-lo humano para sempre, têm de enfrentar a incompreensão da cidade, que vê nos lobos um perigo a ser combatido.


Quando recebi o livro, não fiquei tão animado para lê-lo. Aliás, ele é semelhante aos livros sobre Vampiros e lobisomens e todo aquele romance meloso da Stephenie Meyer. Mesmo assim, comecei a leitura de Calafrio. Primeiro, me animei pela forma diferente de narrar a história, pois tanto Grace quanto Sam narram suas versões dos fatos permitindo ao leitor uma visão mais ampla dos sentimentos expressados pelos personagens, um em relação ao outro. Uma visão dos dois lados desse romance.

A história toma um rumo completamente diferente de todo e qualquer conto sobre lobisomens que eu tenha conhecimento. A idéia de ser um lobisomem é colocada, por alguns autores, como sendo uma espécie de maldição, e suas transformações geralmente sofrem influência direta da Lua. No livro da Stephenie Meyer, como já era de se esperar, os "lobisomens" são meio que uma raça sobrenatural que se transforma em lobo a qualquer hora do dia ou da noite. É uma questão de querer.

Porém, Maggie Stiefvater trata a "maldição" de forma diferente também. Apesar de a lua não ter fundamental participação na transformação desses lobos em humanos e vice-versa, há sim um fator chave para que ela ocorra. A sensação térmica é esse fator chave, é ela quem influencia na transfiguração dos seres humanos contaminados em lobos.
O que também vale ressaltar, é que os "lobisomens" são, na verdade, apenas lobos. Nada de gigantes com cara de cachorro sedentos por carne humana.
O romance contado no livro é sutil, sem aquele excesso de drama presente em alguns livros do gênero.
O primeiro livro levanta questões que talvez só acharemos as respostas nas continuações da série.

É uma excelente leitura. Recomendo.




OBS: Alguns leitores amantes de "crepúsculo" me avisaram de que os "Lobisomens" de "Crepúsculo" não são lobisomens e sim Lycantropos, isto é, um lobisomem mestiço. eu acho.

Reações:

6 comentários:

  1. ''Leitores amantes de crepúsculo''?! Vsf, so li pq n curto abandonar, e me disseram que na continuação ficaria melhor.. aushau ;p
    O texto está ótimo, e se não fosse o meu ceticismo a respeito de livros com monstros folclóricos apaixonados, escritos para o público infanto-juvenil, (e correndo o perigo de desvirtuar outro personagem lendário) certeza que o leria.

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  2. Muito bem observado o "monstros folclóricos apaixonados" (risos).
    Mas a questão é que o livro, a escrita e a história desse livro, são ótimos. Gostei bastante.

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  3. Esse livro na minha opnião é o melhor dos gêneros que aderem a esta moda. Recomendo sim. Um livro que mostra de forma poética ainda um amor. Mt bom mesmo. Taaalvez se não fosse o fator sobrenatural e ao invés alguma doença "verdadeira" o livr abrangesse um publico maior e recebesse mais elogios. Ainda assim, não o acho um livro fútil. Me surpreendeu.

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  4. Eu já li este livro e gostei!
    Muuuito boa a resenha!
    Parabéns!

    "Palavras ao Vento..."
    www.leandro-de-lira.blogspot.com

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  5. Já li o livro e gostei bastante! Adorei tua resenha!
    beijos :**

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  6. Muito boa a resenha, gostei muito do livro também. A teoria sobre os lobos levantada no livro é bem interessante...

    Beijos, Débora.
    http://www.estantedadebora.com.br/

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