segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Um estupro diário. Uma sociedade inerte.


Existe um número exagerado de pessoas dentro da nossa sociedade, que são o tipo de pessoas que conhecem exatamente o que “seria ideal” para aquela população em questão, mas é exatamente o mesmo tipo de pessoas que eu considero como o #Apêndice desta mesma sociedade. (Apêndice, pra quem não sabe, é aquele pequeno tubo muscular que faz parte do intestino grosso, isto é, um treco que está lá, mas que muitos consideram inútil).

Pessoas que não medem esforços para abrir a boca para uma roda de amigos, ou na rua, ou na vizinhança pra reclamar de alguma coisa, algum problema administrativo, do governo, ou de qualquer autoridade dentro de uma estrutura hierárquica muito bem definida, mas pouco desenvolvida.

Mal desenvolvida sim, pois apenas um extremo dessa hierarquia é bem alinhado aos seus próprios interesses, enquanto o outro fica na inércia da vida que lhes é proporcionada, ou, melhor dizendo, imposta.

O grande problema da nossa geração, a geração atual, é que esta não se dispõe a lutar pelos seus próprios interesses. Pelo contrário, leva um tapa e agradece sorrindo.

Alguns poucos indivíduos dentro dessa população inerte se dispõe a fazer algo para diminuir o abuso que lhes é inferido diariamente, a cada passo ou ação exercida por eles. Alguns poucos se dão conta de que são “estuprados” quando vêem os impostos absurdos, vale frisar que estou falando da absurdez de impostos, e não estou dizendo que eles devem ser extintos, aliás, somos um país em desenvolvimento, e estes impostos são o que nos mantém funcionando, pessoas chegam a pagar mais impostos do que usufruem dos benefícios que deveriam ser gerados por eles. Em alguns países considerados até mais pobres que o Brasil, os impostos são menores e a qualidade de vida é centenas de vezes superior. Mas espera aí, pagamos altos impostos, então deveríamos ser os fodões da qualidade de vida. Era pra ser assim, mas a realidade é outra.

Estes indivíduos que fazem um manifesto online para tentar a diminuição dos altos impostos sobre produtos importados, aqueles outros que criam eventos em redes sociais para tentar baixar os preços das passagens aéreas, tornando uma viagem, ou visita a familiares ou amigos distantes mais acessível, estes são os que estão acordados e tomam uma atitude para que haja uma mudança. Mesmo que esta seja uma tímida atitude diante das tomadas pelos nossos anteriores.

Mas também há aqueles, e estes são em um número muito maior, que vêem tais ações e criticam, olham torto, e fazem comentários do tipo: Ao invés de estarem fazendo isso, deveriam estar trabalhando, estudando... blá, blá.

Então troque de lugar com as centenas de crianças e adolescentes que vão para a escola pra passar o tempo, porque estudar está fora de cogitação, pois as condições são precárias, alguns poucos profissionais da educação se prestam a trabalhar por algumas misérias, tentando não deixar essas crianças e adolescentes desamparadas.

Vai trabalhar no lugar daqueles que prestam serviços públicos por um salário mínimo, pegando sol e chuva pra tentar manter os filhos alimentados. 

Onde é que está todo o imposto investido?

A geração atual não levanta uma bandeira por uma causa justa e de interesse coletivo, apenas, assistem aos jornais, e reclamam afundados no sofá da sala. Por isso sou fã da geração passada. Aquela que saia às ruas levantando uma bandeira e conseguiam mudanças consideráveis em nome da sociedade e cidadania.

Também há o tipo de pessoa que simplesmente diz: Ah! Os líderes de Estado sabem bem o que fazem, deve ter um motivo plausível para tantos impostos, sabe-se lá para onde vai, mas deve ter.

(Risos) Com certeza há um motivo, mas, se acha isso, busque então saber para onde está indo todo o investimento, para onde está indo todo o dinheiro arrecadado em impostos, e depois busque na prática, veja com os próprios olhos se há o real investimento. Se tudo estiver certo, calo minha boca e aplaudo nosso governo.

Mas se não tiver, faça o mínimo e apóie uma das dezenas de campanhas por aí que buscam a justiça para uma coletividade.


Grande abraço!











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